Washington, 02 (AE-DOW JONES) - O crescimento da economia dos EUA deve atingir um "soft landing" (desaceleração suave) nos próximos dois anos, com a expansão recuando para 3% em 1999, enquanto o Fed deve manter as taxas de juro inalteradas, segundo pesquisa em que foram ouvidos 248 economistas norte-americanos.
A pesquisa, divulgada hoje em Washington pela Associação Nacional de Economistas (Nabe), mostra que os economistas continuam temendo que a crise no Brasil afete o crescimento dos EUA. Pouco mais da metade dos entrevistados disse que uma recessão no Brasil - que eles consideram provável - vai causar um contágio financeiro que atingirá os vizinhos do Brasil. Um total de 51%, no entanto, acredita que a recessão brasileira não será suficiente para causar recessão nos EUA.
Segundo a pesquisa, está descartada a perspectiva de recessão americana antes do ano 2001. Os economistas acreditam que a desaceleração nos próximos dois anos será puxada pelo desaquecimento nos gastos com consumo. Até o ano 2000, a taxa de crescimento deverá ser de 2,3%, dizem os economistas.
A economia americana, em sua mais longa expansão em tempos de paz, cresceu a uma taxa de 3,9% no ano passado, desafiando as previsões de que a crise internacional iria provocar uma séria desaceleração nos EUA. A Nabe, que ouviu seus filiados em janeiro e fevereiro, disse que a maioria dos economistas continua fazendo revisões em alta para a previsão de crescimento em 1999.
Segundo a pesquisa, três em cada quatro economistas afirmam que esperam que o Fed deixe as taxas de juro inalteradas nos próximos seis meses. Mas uma minoria cada vez maior prevê que o Fed elevará os juros. A Nabe disse que a parcela de economistas que acredita que a polícita monetária do Fed apresenta estímulo demasiado dobrou nos últimos seis meses para 23%.
Os economistas acreditam que em 1999 o mercado acionário dos EUA continuará com tendência de alta. Segundo a pesquisa, 52% dos economistas prevêem que o mercado vai atingir recordes de alta até o fim do ano. Uma minoria de 5% prevê que os recordes serão quebrados nos próximos seis meses.

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