Economistas descartam grande impacto nos índices de inflação
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terça-feira, 13 de abril de 1999
Por Cley Scholz 
São Paulo, 14 (AE) - O novo aumento dos preços dos derivados de petróleo, a partir de sexta-feira, terá pouco reflexo nos índices de inflação, segundo economistas. Empresas de consultoria especializadas no assunto não chegaram a rever as projeções para os índices da Fipe e IGPM para abril e maio. A grande concorrência existente no comércio de combustíveis e a demanda fraca devem conter o repasse integral do índice de 11,5% autorizado para reajuste nas refinarias. Como aconteceu no reajuste anterior, no mesmo percentual, o aumento repassado ao consumidor foi de apenas 5,5%.
"Estamos trabalhando com perspectiva de um repasse de 5 5%, no máximo, dividido entre os meses de abril e maio", afirma a economista Tatiana Gil Gomes, da MCM Consultoria. O impacto no índice da Fipe seria de 0,21 ponto percentual em dois meses. A MCM mantém a projeção de 0,80% em abril e 0,95% em maio para o índice da Fipe.
No caso do IGPM, da Fundação Getúlio Vargas, o impacto é um pouco maior, pois o índice considera o reajuste do diesel (não computado pela Fipe). O IGPM também leva em conta o índice autorizado no atacado para as refinarias (a Fipe conta apenas o aumento ao consumidor). O impacto, portanto, seria de 0,42% em dois meses, com peso maior em maio. Nesse caso a projeção de inflação também foi mantida pela MCM. Mesmo com a alta dos combustíveis, os índices seriam de 1,35% em abril e 1,15% em maio. "A demanda é um fator preponderante hoje, e o aumento da gasolina não é mais desculpa para aumento generalizado de preços
como acontecia no passado", afirma Tatiana Gomes.


