Rio, 15 (AE) - Apontado como intermediário entre quatro bancos e um informante do Banco Central em um suposto esquema de propinas, o economista Rubem Novaes depôs hoje por mais de três horas na Superintendência da Polícia Federal no Rio. Ao chegar ao prédio da PF, Novaes disse considerar absurdas as acusações contra ele divulgadas pela revista "Veja". Segundo ele, o último contato que teve com a direção do banco Marka, a principal instituição envolvida no escândalo, foi há nove anos, quando atuou como consultor do banco.
Novaes não respondeu às perguntas dos jornalistas sobre sua ocupação atual. Preferiu listar as atividades que exerceu, como a de diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Acompanhado do advogado criminalista Arthur Lavigne, ele chegou com meia hora de atraso à Delegacia de Combate ao Crime Organizado e Inquéritos Especiais (Delefoe) da Polícia Federal, que está apurando o caso. Até as 18h, o depoimento ainda não havia terminado.
Segundo a Polícia Federal, a assessoria jurídica do Banco Marka confirnou para segunda-feira o depoimento Salvatore Alberto Cacciola, o principal suspeito no escândalo. Cacciola, que está fora do País em local ignorado, deve retornar ao Rio neste fim de semana. Além das acusações de pagamento por informações privilegiadas do Banco Central que possa ter recebido, ele terá de explicar a remessa para o paraíso fiscal das Bahamas, de R$ 17 milhões, feitas no dia em que seu banco quebrou. A operação foi feita dentro das normas do Banco Central mas há suspeitas de que ele teria utilizado a ajuda do governo para salvar apenas o seu investimento pessoal.

mockup