Economista defende redutores eletrônicos contra acidentes
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terça-feira, 29 de setembro de 2009
Diego Ribeiro<br> Equipe da Folha 
Curitiba - No Paraná, alguns podem olhar com desgosto quando escutam as sugestões de políticas públicas como privatização das estradas e instalação de redutores eletrônicos de velocidade para diminuir os acidentes e mortes nas rodovias. Mas, na opinião da economista Daniela Ornelas, são dois fatores que garantem a queda das fatalidades nas estradas e seus benefícios deveriam ser mais divulgados. Ela participou do 17º Congresso Brasileiro de Transporte e Trânsito e da Exposição Internacional de Transporte e Trânsito, que começou ontem, na Expo Unimed, em Curitiba, e termina no dia 2 de outubro. Daniela apresentou conclusões de sua dissertação de mestrado durante o evento.
As pessoas têm que ver que existem fatores positivos nessas políticas, acredita. Para a economista, o lado negativo dessas questões sempre são colocadas em primeiro plano, mas as vantagens são muito maiores. Faltam estudos permanentes sobre a evolução dessas políticas públicas, comenta. As péssimas condições das estradas são sempre apontadas como fatores causadores de acidentes. A administração particular, conforme seu estudo, melhora o asfalto, barreiras físicas separando pistas, sinalizações, o que reduzem as colisões.
Daniela analisou o impacto das políticas públicas na redução de acidentes e fatalidades entre 1996 e 2005 nas rodovias federais no país inteiro. A economista afirma que, apenas em 2004, a instalação das lombadas eletrônicas ou redutores de velocidades nas rodovias federais brasileiras evitou 1.061 mortes e 12.370 acidentes. Equivaleria aproximadamente a quatro mortes e 34 acidentes por dia.
No Paraná, que tem 60% da sua malha federal privatizada, no mesmo ano, ocorreram 4.594 acidentes. Em 2005, na malha federal pelo Brasil foram 108.465 acidentes com 6.264 mortes. Dos 27 estados da federação, somente 14 usam redutores de velocidade.
Segundo a especialista, o custo anual gerado pelos acidentes chega a R$ 22 bilhões no Brasil. Outra política pública redutora de mortes, de acordo com Daniela, foi a implantação do Código Brasileito de Trânsito de 1998, que priorizou a educação no trânsito.


