Economista assumirá comando da Finep
Brasília, 01 (AE) - A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), um dos principais órgãos do governo na área de financiamento à pesquisa e inovação tecnológica do setor industrial do País, terá novo presidente. O ministro da Ciência e Tecnologia, Luiz Carlos Bresser Pereira, convidou para ocupar o cargo o economista Mauro Marcondes Rodrigues. A data da posse ainda não foi definida, mas poderá ocorrer ainda esta semana. A sede da Finep, que também possui um prédio em Brasília, continuará sendo no Rio de Janeiro.
Rodrigues, que irá substituir o atual presidente, Lourival Carmo Mônaco, é especialista em economia do setor público e vinha desempenhando a função de assessor especial do Ministério da Saúde com a incumbência de estruturar a Secretaria de Gestão de Investimentos em Saúde. Também foi secretário de Planejamento e Orçamento do Ministério do Planejamento e Orçamento e chefe do Departamento de Captação de Recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A mudança no comando da Finep faz parte das modificações que o ministro Bresser Pereira vem fazendo desde que assumiu o ministério, no dia quatro de janeiro. Na próxima semana deverá ser conhecida a proposta de reestruturação do Ministério, na qual um dos pontos mais importantes são as alterações no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ). A presidência do Conselho deverá ser exercida pelo próprio ministro Bresser, assim como a secretaria-executiva do Conselho deverá ser acumulada pelo titular dessa secretaria no Ministério, economista Carlos Pacheco, que foi responsável pelo programa econômico na campanha eleitoral para o segundo mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso.
A estrutura do CNPQ prevê quatro cargos de vice-presidente: um científico, para as áreas de ciência biológica e biotecnologia; um para ciências humanas; um para ciências exatas e engenharia; e outro para o setor administrativo. Os três vice-presidentes científicos, segundo o ministro Bresser, terão autonomia para trabalhar e atuarão na concessão de bolsas de estudos e de outros estímulos à pesquisa. A fiscalização e o controle dos recursos será feita pela vice-presidência administrativa, conforme a proposta que está sendo elaborada.
As quatro secretarias do Ministério de Ciência e Tecnologia Planejamento, Desenvolvimento Científico, Desenvolvimento Tecnológico e Informática deverão ser reduzidas a duas secretarias: de Avaliação e Acompanhamento, cuja titular é Angela Santana, que trabalhou com o ministro Bresser no então Ministério da Administração; e Secretaria de Política Tecnológica e Empresarial, cujo titular deverá ser o bioquimico Fernando Reinach, que veio de São Paulo atendendo convite do ministro Bresser.





