Brasília, 19 (AE) - O presidente Fernando Henrique Cardoso disse há pouco, na solenidade de posse dos novos ministros, que modificou as secretarias de estado por uma necessidade de economia interna. O presidente disse que não promoveu as modificações para diminuir o trabalho feito por estas secretarias. Ele citou o caso da secretária de Administração e Patrimônio, Cláudia Costin, e do secretário de Desenvolvimento Urbano, Sérgio Cutolo. Referindo-se a Sérgio Cutolo, disse que ele seguirá auxiliando o governo. "O Cutolo é um técnico que dignifica o País, disse. O presidente Fernando Henrique Cardoso também enfatizou o trabalho do secretário de Políticas Institucionais, Eduardo Graeff, que continuará integrado à equipe de trabalho, mantendo sua proximidade com o gabinete presidencial. Fernando Henrique lembrou que Graeff foi seu aluno e sempre o acompanhou como assessor direto.
Lembrou sua atuação na redação de várias propostas no debate da revisão constitucional. "Poucos foram capazes de melhor interpretar o que eu pensava como ele", disse o presidente insistindo que Graeff continuará " muito perto" do presidente da República ajudando-o a ter ideias mais claras.
O presidente disse que o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, terá uma das tarefas mais delicadas, que é a de integrar mais o País. "Há uma expressão geográfica do atraso", comentou o presidente. FHC afirmou que Bezerra deverá usar os instrumentos de que disporá, como agências de desenvolvimento, incentivos e fundos, para garantir que os investimentos vão desconcentrar a renda. "Não quero ter dúvidas de que o crescimento será socialmente sustentado."

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