Economia globalizada é caminho para crescimento, diz Fischer.
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quarta-feira, 12 de abril de 2000
Por Rita Tavares 
Washington, 13 (AE) - O diretor-gerente em exercício do Fundo Monetário Internacional (FMI), Stanley Fischer, disse que todas as evidências indicam que o melhor caminho para o crescimento é a integração dos países à economia globalizada. Segundo ele, políticas protecionistas, que vigoraram nos anos 50 e 60, se mostraram ineficazes.
O protecionismo fez apenas com que muitos países criassem "ineficiências domésticas", de acordo com Fischer. Ele citou, como exemplo, o caso da indústria automobilística na Índia e na Argentina. Até a abertura dessas economias, os carros que rodavam nas ruas eram modelos velhos e ultrapassados.
"Nós temos os mesmos objetivos dos manifestantes: reduzir a pobreza ao redor do mundo, principalmente nos países pobres", afirmou, rebatendo críticas dos manifestantes, que desde o último domingo fazem atos de protesto contra as políticas do FMI e do Banco Mundial para os países pobres.
Fischer reafirmou sua disposição de escutar e de conversar com os manifestantes. Ao ser indagado se o FMI reviu sua agenda para esse encontro em função das críticas, o diretor-gerente assegurou que os assuntos a serem debatidos pelos representantes dos 182 países-membros estavam agendados. Ele disse que não vê razões para mudançcas.
Ao ser indagado por um jornalista brasileiro sobre a legitimidade dos manifestantes, que dizem representar "as pessoas do mundo", Fischer afirmou que o FMI lida com representates de países, alguns democraticamente eleitos e outros, não. No caso do Brasil, Fischer disse que o País tem um governo democraticamente eleito, embora o Congresso seja "populista", o que exige negociações entre os dois Poderes para a execução de políticas. A referência ao Congresso brasileiro foi feita casualmente, sem detalhes.


