Woshington, 30 (AE-AP) - A economia dos Estados Unidos continua desafiando o processo de envelhecimento e crescendo a um ritmo maior que o esperado, apesar do déficit comercial. Dados do Departamento do Comércio divulgados hoje (30) indicam que o Produto Interno Bruto (PIB) do país avançou 4,5% no primeiro trimestre do ano, em termos anuais, resultado pouco menor que os fantásticos 6% verificados no mesmo períododo ano passado, mas superior à média dos países industrializados.
O resultado foi festejado pelo presidente Bill Clinton para quem "o forte crescimento, o alto nível de investimento e os baixos índices de inflação e desemprego formam uma combinação vencedora que está permitindo manter o grau de expansão da economia norte-americana". Os economistas, porém, observam que o crescimento foi alimentado pela alta de 6,7% nos gastos anualizados dos consumidores, maior porentual de expansão desde o primeiro trimestre de 1988, e pelos investimentos feitos pelo governo nas estradas do país.
Já o deflator usado para calcular o crescimento do PIB, que mede a inflação anualizada, aumentou 1,4%, a maior variação desde o segundo trimestre de 1997 e 0,4 ponto porcentual acima do porcentual previsto pelos especialistas. Ainda assim, observaram as autoridades, o índice de preços foi menor que os padõres históricos da década.
Os economistas, contudo, prevêem um crescimento mais moderado de agora em diante em decorrência do aumento do déficit comercial do país. No primeiro trimestre do ano o déficit na balança comercial expandiu-se para US$ 305,6 bilhões, em cifras anualizadas, ficando US$ 55,6 bilhões acima do resultado do último trimestre do ano passado, por causa do aumento das importações e da queda nas exportações.
Com base na fórmula usada para estimar o PIB norte-americano, é possível dizer que o déficit comercial maior - ainda que compensado pela forte demanda interna - subtraiu 2,4 pontos porcentuais do resultado total de crescimento no primeiro trimestre do ano. Em todo o ano passado a economia dos EUA cresceu 3,9%, porcentual idêntico ao de 1997.

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