Economia com horário de verão chega a 2% no sistema Sudeste/Centro- Oeste
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 1999
Por José Ramos 
Brasília, 18 (AE) - O horário de verão, que se encerrará à meia-noite de sábado, permitiu ao sistema elétrico brasileiro uma redução de 5% na energia consumida nos horários de pico. É como se todos os equipamentos elétricos de Belo Horizonte fossem desligados no horário de maior consumo, ou fossem acrescentadas duas usinas nucleares de Angra I para acomodar o maior consumo do verão.
Parte da energia que deixou de ser usada no horário de pico foi consumida em outro horário, e outra parte foi poupada, sendo substituída principalmente pela luz natural, o que gerou uma economia de 2% no consumo dos sistemas Sudeste/Centro-Oeste. Segundo o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica, José Mário Abdo, "mais importante que a economia de energia é o deslocamento da demanda no horário de ponta, entre 18h e 20h, pois isto alivia o sistema e aumenta a margem de segurança".
Mas, no sistema Sul, ao contrário dos anos anteriores, nem o horário de verão foi suficiente para evitar o crescimento no consumo de energia no horário de pico, que subiu 500 Mwh. Os técnicos acreditam que isto deveu-se ao aumento anormal da temperatura nos três Estados da região (SC,RS e PR), que subiu em média 10 graus. Segundo a Aneel, o horário de verão permitiu que este crescimento fosse absorvido sem problemas pelo sistema, como deslocamento de energia que anteriormente era enviado para as regiões Sudeste e Centro-Oeste.
O atual horário de verão durou 133 dias, a mesma duração do período 96/97. No período 97/98, a duração foi de 146 dias. A redução da demanda, que foi de 5% agora, ficou em 5,5% em 96/97 e em 3,8% em 97/98. A economia de energia, que agora ficou em 2% no sistema Sudeste/Centro-Oeste, foi de 0,7% na edição do ano passado e de 1% na do ano anterior.
Segundo o Ministério de Minas e Energia, duas pesquisas de opinião revelaram que 80% dos entrevistados eram favoráveis à medida. A Aneel está realizando uma nova pesquisa em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo (Fipe/USP). O trabalho está sendo realizado em 22 Estados brasileiros, e deverá ser concluído em março. Atualmente o horário está sendo adotado em apenas 12 unidades da federação: RS, SC, PR, SP, RJ, ES, MG, BA, GO, MT, MS, DF, TO.


