Economia chilena "naufraga como o Titanic"
Santiago, 16 (AE-ANSA) - A economia do Chile "está naufragando como o Titanic", opinou nesta quarta-feira (16) o influente empresário Felipe Lamarca, que responsabilizou o Banco Central pelo quadro recessivo que o país enfrenta.
Falando no seminário "Situação atual da indústria e da economia chilena e perspectivas futuras," Lamarca acusou o presidente do Banco Central, Carlos Massad, de ser "teimoso, duro e pouco humilde para reconhecer seus erros" no que se refere a medidas destinadas a reativar a economia nacional.
No entender de Lamarca, atual presidente da Sociedade de Fomento Fabril, é preciso que as autoridades da área econômica reduzam as taxas de juros para cerca de 5% (atualmente em 5,75%) e mantenham o câmbio em torno de 500 pesos (495 pesos por dólar hoje).
Ao mesmo tempo, Lamarca solicitou que o Ministério da Fazenda programe mês a mês os gastos do setor público, para que o Banco Central adote políticas de acordo com cifras concretas. Os gastos públicos do primeiro trimestre de 1999 aumentaram 7,2% no Chile, projetando-se, para fins de 1999, um índice em torno de 2 8%.
Entretanto, Massad admitiu que o anunciado Índice Mensal de Atividade Econômica (IMACEC) apresentará grande contração em abril, que será "superior a tudo o que se viu até agora".
Ele adiantou que é mais provável que a atividade registre, pelo terceiro trimestre consecutivo, um crescimento negativo no período abril-junho. Segundo todos os prognósticos de especialistas, a queda do IMACEC de abril será de aproximadamente 5%, a maior queda dos últimos 16 anos, comparável apenas às cifras da recessão de 1982.





