Buenos Aires, 14 (AE-REUTERS) - A economia da Argentina, atingida pela crise brasileira, se contrairá 4% no primeiro semestre do ano. O prognóstico foi feito hoje (14) por Rogelio Frigério. Ele é secretário de Programação Econômica do governo Carlos Menem.
O Ministério da Economia informou que espera para este ano um crescimento de 1,5% do PIB. No ano passado, a economia cresceu 7 2% no primeiro trimestre, 7,4% no segundo, 2,9% no terceiro e apenas 0,5% no último.
O país negociou esta semana com o Fundo Monetário Internacional (FMI) uma nova meta fiscal para 99 dentro de um acordo de facilidades estendidas de três anos. O déficit foi ampliado para US$ 4,9 bilhões, dos US$ 2,9 bi iniciais como consequência da queda de arrecadação tributária.
Por conta disso, a recessão poderia provocar mais desemprego. Entre outubro de 98 e maio deste ano mais 350 mil argentinos devem perder o emprego. Josefina Rouillet, da Estudio Broda y Asociados, acha que o desemprego deve ficar entre 15,5% e 16% em maio. No mesmo mês do ano anterior a taxa era de 13,2%.
Os analistas, contudo, não acreditam que os índices de desemprego cheguem a 18,4%, como ocorreu em 1995. "Embora não devamos repetir taxas como a de 95 o atual mercado é pior por força da queda dos salários", disse Mercedes Marcó del Pont, diretora do Instuto Fide.

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