Rio, 07 (AE) - O grupo ativista Greenpeace e a ONG Rio-Voluntário fizeram hoje na Avenida Vieira Souto, em Ipanema, um desfile do bloco de carnaval ecologicamente correto. Uniram samba e a luta para salvar as baléias. Tudo para lançar a campanha pedindo a criação do Santuário de Baleias no Atlântico Sul, para proteção de todas as espécies do mamífero.
Com um número reduzido de pessoas - cerca de 50 - o bloco chamou mais a atenção dos banhistas pela apresentação de uma baleia inflável de sete metros como destaque. O ritmo de carnaval foi dado pelo som da bateria da Escola de Samba Mocidade Unida do Santa Marta e pela banda Afro-Reggae, formada por crianças e adolescentes da comunidade de Vigário Geral.
Na passagem do bloco pela praia, o navio MV Greenpeace navegou em frente à orla. A praia estava lotada e os termômetros marcavam 40 graus.
A campanha pela criação do Santuário, que abrangiria um faixa de mar passando pelo Equador, Brasil e áfrica, foi lançada HOJE às véspera do carnaval para despertar a atenção das pessoas para a reunião anual da Comissão Baleeira Internacional (CBI) que vai acontecer em maio deste ano em Granada, no Caribe.
No encontro, o governo brasileiro vai apresentar a proposta determinando a criação do santuário. A idéia já havia sido defendida pelo Brasil em 1998 na reunião da CBI, mas a formalização do pedido será feita em maio.
A CBI, integrada por cerca de 20 países, entre os quais Brasil, Inglaterra, Japão e Noruega. Segundo a coordenadora da campanha, Critina Bonfiglioli, existem no mundo dois santuários, o do Oceânico Índico, instituído em 1970, e do Oceano Antártico, criado em 1994. O objetivo é mobilizar os países para a criação de santuários em todos o mundo.

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