Ecologistas e empresários cobram do governo do Pará o combate às madeireiras ilegais
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segunda-feira, 13 de setembro de 1999
Por Carlos Mendes, especial para a AE 
Belém, 14 (AE) - A ação de madeireiras ilegais no Pará está prejudicando as empresas sérias do setor que pagam impostos
cumprem a legislação ambiental e são responsáveis por cerca de 200 mil empregos no Estado, segundo avaliação do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa), Danilo Remmor. Para o sindicalista, chegou a hora de "combater aqueles que devastam a floresta e auferem altos lucros sem qualquer responsabilidade social". Hoje, empresários, políticos e ecologistas estiveram reunidos com o governador Almir Gabriel (PSDB). Ele prometeu "endurecer o jogo" contra as madeireiras clandestinas e anunciou que vai colocar a polícia em barreiras nos rios e estradas para coibir o abuso.
O sindicalista afirma que as madeireiras clandestinas pagam quantias irrisórias a moradores ribeirinhos para fazer o corte raso na floresta, retirando madeiras nobres como mogno, cedro e acapu, exportadas para o exterior. "É uma concorrência ilegal e desleal", diz. O prefeito de Porto de Moz, no oeste paraense, Gerson Dias (PSDB), estima que somente na região de Altamira são retirados ilegalmente 70 mil metros cúbicos de madeira por mês. "A roubalheira é maior na região cortada pela Rodovia Santarém-Cuiabá, onde o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) não fiscaliza nada", acusa o deputado federal Nicias Ribeiro (PSDB-PA).


