Eclusa é última etapa de interligação
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sexta-feira, 20 de junho de 1997
Mônica Venson Especial para a Folha 
Ney de SouzaSolução barataCarregamento no Porto da Paz, em Hernandárias (Paraguai); exportadores paraguaios já aproveitam potencialA Hidrovia Paraná-Tietê, inaugurada em 1991, ainda enfrenta problemas estruturais que dificultam o acesso para o escoamento da produção paranaense. Por enquanto, somente os exportadores paraguaios utilizam com mais frequência este sistema de transporte fluvial. Dois exemplos são os portos de La Paz e Salto del Guayrá, no Paraguai, que já transportaram mais de 100,2 mil toneladas de soja somente neste ano.
A hidrovia tem extensão total de 2,4 mil quilômetros, desde a usina hidrelétrica de Itaipu, em Foz do Iguaçu, até Anhumas, região metropolitana de São Paulo. Este trecho está dividido em dois percursos e é interrompido pela barragem de Jupiá, em Pereira Barreto (SP).
A última etapa para a interligação dos estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso e Goías, por meio de hidrovias, será concluída, com construção da eclusa de Jupiá. Segundo o prefeito de Foz do Iguaçu, Harry Daijó, a eclusa deve ficar pronta até o fim deste ano.
A maior expectativa dos paranaenses é o final das obras da eclusa de Jupiá, além da estruturação de portos no rio Paraná. A falta de estrutura portuária, segundo exportadores, está dificultando as operações para os paranaenses, que ainda preferem escoar a produção utilizando o transporte terrestre. Embora seja 70% mais caro, esse meio é mais fácil de ser contratado.
O exportador e agricultor paranaense Edson Myasaki afirma que a falta de estrutura dos portos tem dificultado o transporte via fluvial. Como a facilidade de contratação de carretas para o Porto de Paranaguá é grande, os pequenos exportadores preferem escoar a produção por via terreste, embora o transporte fluvial seja muito mais barato.
No Paraná, apenas o porto de Santa Helena está em funcionamento, apesar das dificuldades estruturais. Já do lado paraguaio, os portos de Salto del Guayrá e o de Hernandárias estão em plena atividade. Ainda dentro do projeto da hidrovia está a construção de uma eclusa na Hidrelétrica de Itaipu. A previsão é que ela esteja pronta em 2005, quando será possível o transporte ligando Brasil, Paraguai e Argentina.


