Londrina - No início da noite de hoje, as pessoas que olharem para o céu vão observar a lua numa coloração diferente. A mudança é resultado do único eclipse lunar deste ano visível em território brasileiro.
De acordo com o presidente do Grupo de Estudo e Divulgação de Astronomia de Londrina (Gedal), Miguel Fernando Moreno, por volta das 17h45, quem olhar para a Lua verá um tom acobreado. ''Neste momento estaremos observando a Lua eclipsada e quem tiver paciência de acompanhar todo o final do processo verá a ela retornar à sua cor original'', disse. Ele afirmou que por volta das 18 horas a Lua vai começar a sair do eclipse e vai demorar cerca de uma hora para voltar a ser iluminada completamente pelo sol.
Conforme ele, o eclipse da lua acontece quando os astros ficam em posicionamento linear: Sol-Terra-Lua. ''Desta forma a Terra projeta um cone de sombra na lua'', explicou. Ele explica que a mudança de cor do astro ocorre por conta das partículas de poluição na atmosfera da Terra, que funcionam como uma lente e desvia parte da luz do sol do cone de sombra da Terra. ''Durante o eclipse a Lua sempre muda de cor e adquire tons avermelhados, mas não podemos identificar agora qual será o tom exato do astro. Isso depende das partículas em suspensão na atmosfera'', disse. Ele afirmou que a fumaça do vulcão chileno pode interferir nesta coloração, já que liberou partículas na atmosfera.
Conforme Moreno, os integrantes do Gedal, em parceria com o Observatório Astronômico da Universidade Estadual de Londrina (UEL), vão montar equipamentos de observação a partir das 17h30 no estacionamento do Restaurante Universitário, no campus da UEL. ''Teremos telescópios à disposição para quem quiser observar o eclipse mais de perto. Após o término deste fenômeno vamos continuar com a observação do planeta Saturno, que está em uma fase boa que permite a observação perfeita dos anéis'', disse.
A participação na atividade de observação é gratuita e aberta a todos os interessados. ''O público é muito variado, recebemos pessoas de todas as idades e formações culturais. Quem tiver luneta ou telescópio pode trazer o seu equipamento que nós ensinamos a utilizar'', finalizou Miguel.

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