EAD alia o útil ao agradável
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domingo, 10 de fevereiro de 2019
Edson Neves <br> Reportagem Local 

Comodidade, praticidade, economia de tempo. Várias são as justificativas para a implantação de cursos com ensino a distância, o popular EAD. As faculdades privadas vêm, ao longo dos últimos anos, oferecendo com maior frequência esse tipo de ensino. "Estamos sempre olhando o mercado e, quando possível, trazendo novos temas para completar o nosso portfólio", destaca Cleyton Camargo, da ISAE/FGV (Instituto Superior de Administração e Economia/Fundação Getúlio Vargas), que oferta três modalidades de MBA a distância: Gestão Empresarial; Gerenciamento de Projetos: Gestão Financeira e Controladoria; e MBA Executivo em Direito - Business Law.
Entre cursos de MBA e demandas na área da educação, como Gestão Escolar e Psicopedagogia Institucional, a Universidade Positivo tem 12 cursos de pós-graduação a distância. "O EAD é uma realidade e veio para ficar. Consegue agregar mais pessoas com a possibilidade de um custo mais baixo", ressalta Josemary Morastoni, diretora-geral da unidade em Londrina.
A reitora da PUCPR-Londrina, Nádina Moreno, revela que a instituição começou "tarde" a oferta do EAD. "Hoje temos apenas cursos tecnólogos. Queremos fazer um curso EAD com a mesma qualidade e seriedade da nossa chancela. Acreditamos que o futuro seja a distância, mas com qualidade e não quantidade."
Até mesmo as universidades estaduais já estão estruturando a oferta de cursos EAD. A Uenp (Universidade Estadual do Norte do Paraná) oferece cursos de línguas e algumas graduações. "É impossível não enfrentar essa realidade. Com a quantidade de instituições que dispõem de cursos EAD, não podemos não entrar nesse campo, com a qualidade que é inerente da faculdade pública", diz a pró-reitora de Pesquisa e Graduação da Uenp, Vanderléia Oliveira. Sobre o perfil de quem se interessa pela modalidade, Vanderléia acredita que seja uma soma de fatores. "Muitas vezes é um trabalhador que não tem tempo de se deslocar para outra cidade, ou que já tem uma idade avançada e precisa atualizar o seu currículo com maior comodidade", explica.
A pró-reitora de pesquisa e pós-graduação da UEL (Universidade Estadual de Londrina), Silvia Meletti, no entanto, não traça um perfil de quem procura se especializar pelo EAD. Segundo ela, o propósito do ensino a distância foi se alterando conforme os anos se passaram. "No início, existia a questão de estar longe dos grandes centros. Hoje não podemos mais dizer isso. Inclusive temos pessoas daqui de Londrina fazendo o curso a distância. Acredito que agora o público passa a buscar pela facilidade, flexibilidade de horários."
Silvia mantém o discurso das outras instituições sobre a qualidade. "Podemos até ter entrado tardiamente na modalidade EAD, já que algumas federais oferecem o curso há mais tempo. De 113 especializações que temos, 48 são EAD. Lógico que, no geral, há universidades que ofertam muito mais do que isso. Mas é nossa obrigação, como universidade pública, imprimir um critério de qualidade, já que temos potencial em expertise e corpo docente para ofertar", afirma.


