Chateado por ter passado as festividades de Natal e Ano Novo longe do filho Luiz Vieira Rocha, 34 anos, o aposentado Isael Vieira Rocha, 74, acredita na inocência do filho que esta sendo acusado de participação do assassinato da universitária Amanda Rossi, em outubro de 2007. Morador de uma casa localizada em frente ao campus da Universidade Norte do Paraná (Unopar) onde aconteceu o crime, Rocha garante que o filho estava numa festa no dia do assassinato da jovem e que ele ''não seria capaz de matar uma mosca''.
''Isso é o fim do mundo. É uma injustiça o que estão fazendo com o meu filho. No dia que a moça morreu ele vendeu um celular para o irmão dele para conseguir dinheiro pra ir numa festa com um amigo. Ele chegou da festa só pela manhã. Meu filho praticamente nasceu aqui no bairro, todo mundo conhece ele e sabe que ele seria incapaz de matar alguém. É trabalhador, já trabalhou de mecânico e estava trabalhando de servente de pedreiro. Se eu desconfiasse dele seria o primeiro a entregá-lo'', comentou.
O filho de Rocha está preso desde o último dia 22 no Centro de Detenção e Ressocialização de Londrina (CDR) junto com Alan Aparecido Henrique, 29. O mandado de prisão deles e de uma terceira pessoa - uma jovem de 24 anos que está presa no 3º Distrito - foi expedido após o depoimento da garota que afirmou à polícia ser usuária de drogas e ter sido testemunha ocular do crime.
De acordo com o depoimento da jovem ao Delegado da Homicídios, Ernandes Cesar Alves, o trio esteve no local do crime e a própria jovem teria chamado e encaminhado Amanda Rossi à casa de máquinas da instituição onde foi morta. As informações constam no documento que a reportagem da Folha teve acesso onde também há relatos da jovem afirmando que Alan e Luiz receberiam R$ 3 mil reais de uma mulher pela execução de Amanda. O trio teria recebido ajuda de uma quarta pessoa que teria levado todos para uma festa no Jardim Igapó.
A reportagem chegou a falar com a irmã de Alan por telefone. Ela disse que conversaria com a FOLHA sobre a situação do acusado, mas não atendeu mais as chamadas telefônicas depois de marcar a entrevista. Segundo o pai de Luiz, a família de Alan seria de Cambé e a jovem que prestou depoimento à polícia seria moradora do Jardim Piza. A reportagem não conseguiu falar com nenhum familiar da garota.
O delegado Alves não foi localizado, mas em entrevista à Folha na última terça-feira, ele reafirmou que não falaria sobre as investigações. ''O inquérito corre em segredo de Justiça e qualquer um que falar alguma coisa está incorrendo em crime'', advertiu.

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