Javier Gamarra, coordenador do Grupo de Trabalho (GT) da comissão que produz o texto da lei estadual e representante do Conselho Regional de Farmácia (CRF) do Paraná, diz que a logística reversa dos medicamentos é um processo irreversível. ''Tendo acordo ou não, isso vai acontecer. Queremos, portanto, chegar a um consenso. Estamos na fase de definição da partilha dos custos, ou seja, de que forma o setor vai pagar o processo de recolhimento e descarte'', explica.
Segundo ele, o Paraná já possui várias iniciativas voluntárias como a que propõe a lei estadual. ''A única diferença com relação ao acordo setorial é que, aqui no estado, a logística vai começar antes'', pontua, lembrando da experiência pioneira em Curitiba com a lei municipal que trata da coleta domiciliar de resíduos sólidos, mas, segundo ele, ''ainda é grande a porcentagem de descarte de maneira inadequada no lixo, pia ou vaso sanitário.'' (M.T.)

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