É um absurdo a população não se comover com crimes
Para o presidente do Conselho Comunitário de Segurança de Londrina, Cláudio Espiga, ''é um absurdo'' a população londrinense não se comover com a estatística. Ele lembra que dados da Organização das Nações Unidas (ONU) apontam 10 mortes a cada 100 mil habitantes um número aceitável, mas Londrina já chegou em 2008 à realidade de 24 assassinatos para cada 100 mil. ''Eu fico abismado em ver a manifestação londrinense em relação à baderna dos estudantes de Medicina no HU, aos problemas na Câmara de Vereadores, e se conformando com essa quantidade de mortes na cidade. Estamos caminhando para trás, não estamos evoluindo. A comunidade está se acostumando e só tem despertado para casos isolados e mais traumáticos, sendo que tem dezenas de familiares sofrendo a morte de alguém quase todo dia'', disse.
De acordo com Espiga, o Conselho vai preparar um relatório com propostas de iniciativas ligadas à segurança pública para ser apresentado ao novo prefeito da cidade. Além da antiga reinvindicação da implantação da Guarda Municipal, o Conselho deve preparar orçamentos para facilitar a possibilidade do Executivo aprovar as sugestões.
''No último ano fizemos inúmeras manifestações. Temos percebido um aumento de efetivo policial na área do comércio, mas precisamos de polícia em toda a cidade. Se formos avaliar os números, pelo menos umas 700 pessoas envolvendo os familiares desses 130 mortos sofrem e estão sofrendo o trauma de terem perdido um filho, um marido ou um irmão'', analisa.(F.B.)





