Londrina - O psicólogo Eugênio Canesin Dal Molin estuda e trabalha com casos de violência contra crianças há cinco anos em Londrina e em São Paulo. Integrou o trabalho coordenado pela ONG Nuselon, que realizava o atendimento de crianças abusadas sexualmente em Londrina até o final do ano passado. Segundo ele, não existe um perfil específico do abusador sexual. ''Estabelecer que a pessoa que comete abusos age de certa maneira acaba fechando a visão de outros casos que acontecem'', destaca.
O psicólogo explica que a grande maioria dos abusos é cometida por parentes próximos, embora a tendência das pessoas é acreditar que o abusador sempre é de fora da família. ''Por isso é preciso uma atenção constante'', alerta.
O primeiro passo do tratamento da criança abusada, segundo Dal Molin, é que a situação seja reconhecida. ''A partir disso a direção de tratamento é variada, como, por exemplo, por meio da reelaboração da experiência traumática ou pelo desenvolvimento de modalidades diferentes de relacionamento'', destaca.
O que é comum e necessário, ressalta o promotor, é um período para que a violência contra a criança seja reconhecida pelos adultos que estão em volta dela. ''O fato não pode ser negado, fingir que não aconteceu, pois pode trazer consequências para a criança.'' (V.O.)

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