É preciso tocar nessa ferida, diz dom Orlando
Londrina "É preciso tocar nessa ferida", afirma o arcebispo de Londrina, dom Orlando Brandes, sobre os motivos que levaram a Igreja Católica a adotar o tráfico humano e suas ramificações como tema central da Campanha da Fraternidade 2014. Segundo ele, vários movimentos pastorais já conhecem bem a realidade desse crime organizado. "A Igreja tem acompanhado muito pela Pastoral da Migração e CNBB todo esse tráfico no Brasil e na América Latina, inclusive porque isso é muito doído. Principalmente nas fronteiras do Brasil temos bispos até perseguidos porque combateram em cima da realidade do tráfico, especialmente adolescentes, turismo sexual, o tráfico de trabalho. Já temos um estudo bastante amplo dessa realidade no Brasil e chegou a hora de trazer essa temática para a sociedade, porque ela é muito escondida e abrange o trabalho escravo, a exploração sexual, a prostituição, o tráfico de crianças, extração de órgãos, adoção de crianças", argumenta. Dom Orlando lembrou que mesmo aqui na região o problema é real, citando não apenas a questão dos imigrantes haitianos e bengaleses. "Você deve estar lembrado da suspeita de um caso de tráfico de ossos que houve aqui na Gleba Palhano. As coisas não estão muito longe de nós, estão bem perto", ressalta. (D.P.)





