Como embaixadora do programa Mãos EmPENHAdas contra a Violência, Luiza Brunet encoraja as mulheres a registrarem boletins de ocorrência e denunciarem seus agressores. “É uma ajuda para poderem compreenderem melhor a situação e saírem realmente íntegras.”

Em maio de 2016, Brunet foi agredida pelo então companheiro, o empresário Lírio Parisotto, em um hotel em Nova Iorque, nos Estados Unidos. Entre vários ferimentos pelo corpo, ela teve quatro costelas quebradas. A modelo processou o agressor e ganhou a causa. A sentença contrária ao empresário foi finalizada em fevereiro deste ano. “Já compreendia bastante essa questão da violência porque eu sempre trabalhei com causas sociais e principalmente, com a mulher. Mas não sabia que era tão ruim sofrer violência. A minha maneira de ver hoje em dia é muito mais sensível”, comentou.

“Eu fico extramente feliz com a possibilidade de falar com as mulheres ao redor do Brasil e fora do País. Me sinto privilegiada de poder dizer a elas que é possível sair de uma relação abusiva inteira e íntegra”, disse Brunet. A agressão sofrida por ela, disse, é a prova de que a violência não escolhe classe social ou idade. “Com 54 anos de idade, uma mulher independente, mãe de filho adulto, sofrer violência não tem um parâmetro. A ONU já classificou como uma epidemia global contra as mulheres.”

A modelo ressalta a importância de superar a vergonha e denunciar, especialmente entre as figuras públicas. “É muito importante as mulheres que são conhecidas fazerem denúncias para as pessoas comuns, que sofrem regularmente, não se intimidarem. Quando a pessoa sai e fala, atrás vem muita gente.”

Desde que foi vítima de violência física e foi à mídia contar sua história, Brunet disse que muitas mulheres passaram a se identificar com ela e hoje a procuram para relatarem seu sofrimento. “Minhas redes sociais basicamente viraram um consultório feminino e masculino também porque muitos homens me fazem relatos dizendo que não sabiam que estavam agredindo suas mulheres quando as ofendiam, as empurravam, as desqualificavam.”(S.S.)

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