É preciso educar para a leitura
Londrina - A diretora de Educação e Cultura da Ecofuturo, Christine Fontelles, explica que em um primeiro momento de promoção da leitura nas escolas, a criança tem contato com textos literários e, pouco a pouco, isso vai se perdendo quando chega aos anos finais do ensino fundamental - 6º ao 9º ano - e no ensino médio, quando se passa a oferecer ao jovem uma leitura funcional, de modo a que a literatura é pouca e sempre atrelada a tarefas. "A leitura é necessária para auxiliar na construção de pensamentos, na inovação e expansão de vocabulário."
Segundo ela, a ausência de bibliotecas e espaços de leitura na maior parte das escolas públicas é preocupante, até mesmo porque, segundo o Instituto Pró-Livro, 64% das pessoas que vão a bibliotecas frequentam bibliotecas escolares. E nas escolas em que há esses espaços, há problemas de uso. "Há uma ausência de consciência de que é preciso educar para a leitura", acrescenta. O Instituto Ecofuturo coordena a campanha "Eu Quero Minha Biblioteca", da qual o Todos pela Educação é um dos apoiadores.
CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS
Desde 2002, as escolas municipais de Londrina contam com o projeto "Palavras Andantes", que consiste na destinação de um horário na grade curricular para a ida à biblioteca. De acordo com Márcia Batista, coordenadora da equipe de apoio técnico pedagógico das bibliotecas escolares da Secretaria Municipal de Educação, uma vez por semana, os alunos do primeiro ao quinto ano têm contação de histórias na biblioteca e outro horário destinado à leitura individual, chamada de "leitura prazer".
"No período com o agente de leitura, a criança tem contato com os diversos gêneros literários de uma forma lúdica por meio da contação de histórias. No outro período, tem o tempo livre para procurar por novos títulos do mesmo gênero ou outro que agrade. O objetivo é estimular a leitura de maneira prazerosa, sem que seja uma obrigação", detalha, completando que a média de leitura dos alunos dessa faixa é de quatro a cinco livros por mês.(M.T.)





