Londrina - Para Cleuber Moraes, professor do Departamento de Geociências da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e consultor ambiental, o fato dos resíduos não serem devidamente separados prejudica a vida útil do aterro.
''O que estava projetado para durar 25 anos, talvez dure oito ou nove. Quanto mais resíduos chegam sem separação na CTR, um volume maior de lixo vai para as valas e a vida útil do aterro vai diminuindo. Com isso, teremos que procurar outra área para uma nova CTR, o que custa muito caro e é pago pelo cidadão'', enfatiza. De acordo com ele, não há riscos de contaminação ambiental, uma vez que as valas são impermeabilizadas.
Segundo Moraes, a CTR funciona dentro dos padrões legais e operacionais. ''O que falta é um sistema eficiente de triagem por parte da população e uma coleta mais eficiente. O município não está conseguindo fazer esse trabalho prévio'', observa. Na opinião dele, é preciso colocar em prática ações capazes de melhorar a logística da coleta e reciclagem dos resíduos por parte da população. ''Além disso, é necessário aumentar as campanhas de conscientização e educação ambiental por parte das escolas, igrejas, associações de bairros e sociedade como um todo. O município deve avaliar o processo para que haja melhoria constante'', considera Moraes.(P.C.B.)

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