São Paulo, 08 (AE) - O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens, Sergio Haberfeld, admitiu que será impossível repassar agora para os preços o aumento de custos que o setor terá a partir da elevação da carga tributária das empresas. "Só vai dar para repassar, quando aumentar o consumo", disse o empresário, referindo-se ao esperado e prometido crescimento da economia em 2000.
Até agora, os preços do setor de embalagens acumulam defasagem entre 13% a 14% em consequência do aumento de preços de seus dois principais insumos - papel e filme plástico. Um novo reajuste dos materiais plásticos, em decorrência da alta do preço do petróleo no mercado internacional, deve ocorrer ainda em 1999, segundo Haberfeld, o que faria com que o preço final das embalagens ficasse ainda mais defasado.

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