O cursinho preparatório pode contribuir para os estudos do candidato ao vestibular, mas não é fundamental para sua formação. ‘‘O recurso não é necessário para o acesso ao ensino superior’’, garante o professor do departamento de planejamento e administração da UFPR Odilon Carlos Nunes. Ele explica que o cursinho funciona como uma retomada do processo estudantil, mas não substitui o período destinado ao Ensino Médio, que deve ser cursado com atenção redobrada.
Para Nunes, o cursinho oferece um ensino esquemático, que induz à memória. Nesse caso, revela, pode auxiliar na prestação de um exame que é fortemente eliminatório, principalmente pela questão emocional característica do período pré-vestibular. Para saber se deve ou não optar pelo cursinho, o aluno deve avaliar o seu preparo escolar. ‘‘Essa avaliação deve ser feita em conjunto, entre o aluno e a escola’’, salienta o professor.
Nunes admite que o ensino médio estadual é defasado e não prepara adequadamente para o ingresso ao ensino superior. ‘‘Mas isso é uma questão de política de educação do País, que muitas vezes não atende a demanda.’’

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