'É difícil identificar o bandido'
Londrina - Segundo o presidente do Sindicato dos Taxistas de Londrina, Fernando Nunes de Souza, o ataque dos bandidos no Centro da cidade acontece porque nas proximidades de bares as pessoas não levantam suspeitas devido ao alto fluxo de pessoas.
''É difícil identificar quem é bandido, mas o que mais tem acontecido são assaltos rápidos, em que levam apenas o dinheiro'', relata. Segundo ele, normalmente acontecem de seis a oito assaltos desse tipo por mês, mas muitos nem registram o boletim de ocorrência.
Ele diz que a padronização dos táxis ajudou a diminuir os roubos dos carros. ''Aqueles que roubavam o carro para levar para fora de Londrina agora estão evitando os carros daqui para não ter trabalho de tirar todos esses adesivos'', conta. Além disso, Souza diz que os assaltos aos táxis diminuíram porque os mototaxistas se tornaram o alvo preferencial dos bandidos.
A Polícia Civil diz que todos os casos envolvendo mototaxistas e taxistas estão sendo investigados. ''Nós não temos uma divisão especial para isso, mas pode ter certeza de que estamos cuidando desses e de outros crimes que estão acontecendo na cidade'', afirma o delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial, Márcio Amaro.
A Polícia Militar explica que, em geral, os mototaxistas e taxistas possuem um sistema de comunicação por rádio que é acionado em alguma situação suspeita. ''A central repassa essa informação para a polícia e realizamos a abordagem'', informa o soldado Edilson Marques, auxiliar de Comunicação Social da PM.
O soldado orienta que o profissional não deve aceitar a corrida se sentir qualquer desconfiança. ''Se ele não se sentir segura, que não faça o transporte'', aconselha. Marques diz ainda que este ano já aconteceram alguns casos, mas todos foram presos logo depois da ocorrência. ''A população tem ajudado.''(V.O.)





