Tamarana - Mesmo com os investimentos anunciados na área de saúde pelo prefeito Paulino de Souza (PMDB), a população não concorda com a situação atual nas Unidades Básicas de Saúde e Hospital Municipal São Francisco. "Acho que não adianta ter mais postos de saúde. Tem que ter mais médicos. Estou aqui para ser atendida desde as 7h30. Já se passou duas horas e nada. É sempre assim", diz Valdinessa Torres, queixando-se de dor de cabeça e pressão alta. Ela procurou um posto de saúde recentemente e teve dificuldade para receber atendimento.
A dona de casa Irma Locatelli reclama da falta de especialistas. "A gente já está até acostumado a buscar serviços em Londrina", diz. De acordo com o prefeito Paulino de Souza, estão sendo investidos 19,68% dos R$ 20 milhões arrecadados pelo município anualmente. "São quase 5% a mais do previsto em lei. Na educação os investimentos também são superiores com 32,20%", contabiliza ele, ao confessar que na questão estrutural, como o Samu, "é como se ainda fôssemos um distrito". A única viatura disponível em Tamarana atende as cidades vizinhas e distritos. Isso também ocorre na área da segurança, com efetivo de aproximadamente dez policiais.
Até o final do ano, a prefeitura pretende reformar três Unidades Básicas de Saúde, mas em relação ao número de médicos (cerca de um por unidade) a análise do prefeito é "satisfatória, pois atende a demanda". Quanto à estrutura precária do hospital que atende em média, 600 pacientes por semana, ele diz que não há previsão para reforma ou ampliação.
Com a divulgação dos índices em todo o País, a FOLHA publicou nos últimos dias a avaliação de alguns especialistas. Eles defendem uma política de desenvolvimento compartilhada entre grandes polos e cidades do interior e ressaltam que os dados também são reflexos de uma má gestão pública e falta de planejamento a longo prazo.(M.O.)

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