Goiânia, 23 (AE) - O compositor Wellington Camargo ainda não tem data marcada para falar à polícia sobre seu sequestro.Apesar de ter recebido alta do Hospital e Maternidade Amparo, em Goiânia, ontem (22) à noite, ele permanece em tratamento psicológico, no apartamento dos pais.
Para a psicóloga Margarette Romano, que está atendendo o compositor, "ainda é cedo" para ele depor. O objetivo, agora, é que se recupere do trauma decorrente dos 95 dias em que permaneceu no cativeiro. Antes de dar entrevistas e depor na polícia, Wellington precisa de um tempo "para ficar sozinho com ele mesmo", explicou Margarette. "Ele ainda está agitado com o assédio da imprensa e o reencontro com os parentes."
O fato de Wellington estar assustado é normal, segundo a psicóloga, principalmente, por causa da violência que sofreu, da longa duração do sequestro e das condições em foi mantido. "Ele sente grande necessidade de falar sobre o sequestro com amigos e parentes." O compositor também está sob os cuidados da médica Myrian de Castro Davine, que será responsável pela cirurgia de reconstrução de sua orelha esquerda. Ela informou que a operação precisa ser feita até o fim da semana, porque a cartilagem está exposta, o que aumenta o risco de infecção.

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