Porto Alegre, 30 (AE) - O governador do Rio, Anthony Garotinho (PDT), disse hoje que "é cedo" para o lançamento da candidatura dele à Presidência da República. A candidatura foi lançada pelo deputado estadual pedetista Giovani Cherini (RS), que mandou confeccionar adesivos e buttons tendo como tema a bandeira do Brasil e o nome de Garotinho.
A declaração do governador foi feita em Porto Alegre, hoje à noite. Acompanhado do presidente nacional do PDT, Leonel Brizola, Garotinho ficaria algumas horas na capital gaúcha, quando participaria da festa de aniversário da senadora Emília Fernandes (PDT), retornando logo depois, ainda durante a noite de hoje, para o Rio.
Antes de seguir para o aniversário, Garotinho visitou o governador Olívio Dutra (PT), com quem conversou durante 15 minutos. Depois, dirigiu-se para a sede regional do PDT. Ao fim do encontro do Palácio Piratini, Olívio negou que o assunto dos dois tivesse sido a dívida dos Estados com a União.
Na sede regional do PDT, ao tratar do lançamento do próprio nome para concorrer à Presidência da República, Garotinho agradeceu "a lembrança" mas observou que possui "uma missão nada fácil", que é governar o Rio. "Eu seria hipócrita se dissesse para vocês que não quero ser presidente", admitiu. "Mas eu sou um político de 39 anos; não há pressa", comentou.
Garotinho e Brizola concordaram que o presidente Fernando Henrique Cardoso está muito desgastado. Abordando a campanha pelo impeachment de FHC, Brizola apelou para que o presidente renuncie. "O País nasceu de uma renúncia, a de d. Pedro I", relembrou. Indagado se concorreria novamente em 2002, Brizola repetiu que uma eventual candidatura do presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), poderia precipitar a dele. "Quando eu vejo o ACM passeando com desenvoltura pelos corredores de Brasília, me dá uma vontade...", confessou.

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