Como jogo de azar, o bingo está proibido em todo o Brasil, mas como diversão e possibilidade de ajudar o próximo ele continua campeão da preferência nacional. Em época de festas julinas fica fácil perceber o interesse pelas cartelas.
Boa parte do encanto pelo jogo vem dos cantadores de bingo, que com entusiasmo e alegria contagiam o público e transformam cada rodada em verdadeiros shows de performance e criatividade, dando aos números apelidos divertidos e criando espectativa na plateia.
José Luis Massaro começou sua ''carreira'' de cantador quando era líder de jovens na igreja de sua paróquia, há 30 anos, meio sem querer, por falta de outra pessoa para cantar as pedras. Hoje ele é referência em jogos por todo o Paraná. ''Faço isso por caridade. Vejo como uma maneira de ajudar. Nesses anos todos só digo não quando já tenho um compromisso assumido'', garante.
Massaro interage com o público contagiando e despertando o desejo de que a pedra faltante saia logo do 'globo da sorte'. ''Canto os números pela metade, pergunto quem quer levar o prêmio, incito as pessoas a participarem'', explica. ''O clima é gostoso, a adrenalina também.''
Ele ressalta que, além do bingo beneficente ser um passatempo familiar, é também um resgate de um velho hábito, em que filhos acompanham os pais e se divertem. ''Hoje se valoriza muito a individualidade, mas os jovens sentem carência dos valores de família e essas festas, como a quermesse, permitem o resgate familiar.''
Massaro conta que ao final de cada festa sempre é procurado pelos participantes de primeira viagem. ''Me procuram para contar o quanto gostaram e que querem que mais festas desse tipo sejam feitas.''

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