''Disseram para a gente voltar amanhã ou na quinta-feira, porque hoje não seremos recebidas. É a segunda vez que nos mandam embora sem resolver o problema da minha mãe. Estou preocupada que ela fique sem receber'', lamentou a dona de casa Marilene Pires, de 34 anos, referindo-se ao pedido de pensão para a mãe, Alzira Cardoso Pires, de 70 anos, que ficou viúva há um mês.
O aposentado Ataíde Miranda, de 65 anos, ponderou: ''O trabalhador se sente desprestigiado nesse governo que diz conceder benefícios que não acontecem. Eles têm o direito da greve e nós temos o direito de ser atendidos.'
A assessoria de imprensa da Gerência da Regional-Sul da Previdência Social informou que o cumprimento do que ficou acordado em greve seria até o final de julho. Por meio de um comunicado para os servidores, o Ministério da Previdência Social reafirma que vai instituir um plano de Cargos e Carreiras para a categoria e que a greve rompe o termo de compromisso firmado em setembro de 2005.
A assessoria completa que a maioria das reivindicações seriam relacionadas a Saúde e que o órgão está ciente de que a demanda é muito grande para o quadro de funcionários do órgão e que serão chamados mais de 1,5 médicos peritos já concursados para preencherem vagas em todo o Brasil.(F.G.)

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