A barriga até pode ser característica típica de homens com mais de 50 anos. Mas a careca, não. É cada vez maior o número de rapazes vítimas da calvície. Coisas da vida moderna e estressante.
Foi justamente pensando nestas pessoas ''muitas delas desinformadas sobre o problema'' que o dermatologista Ademir Carvalho Leite Júnior escreveu o livro ''Socorro, estou ficando careca!'' (MG Editores, R$ 23,10).
''Tento derrubar este monstro da calvície apontando soluções. Entre elas, não só medicamentos, mas também tratamentos. Muitos pacientes não lidam bem com a calvície'', diz Carvalho, que também é tricologista (especialista em queda de cabelos).
Nos muitos anos de consultório, Ademir já presenciou situações engraçadas: ''Conheço o caso de um homem que tatuou a região calva para disfarçar.''
A primeira fase que os calvos passam é a da negação. ''Não importa quantos fios caiam, o paciente se nega a admitir a hipótese de ficar careca'', diz.
O publicitário Raphael Ribeiro, 28 anos, por muito tempo fez tratamento para curar a depressão: ''Comecei a ficar calvo com 24 anos. Eu tinha um cabelo bem grandão, bonito, e foi difícil aceitar que eles estavam caindo. Fiz terapia e até tratamento, mas não teve jeito nenhum. A solução foi passar a máquina neles.''

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