Duplicação da PR-445 é a única paralisada no Estado
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quarta-feira, 25 de março de 2015
Lucio Flávio Cruz<br> Reportagem Local 
Londrina Entre todos os trechos de rodovias que estão sendo duplicados no Paraná, o único que segue com as obras paralisadas é o perímetro urbano da PR-445 em Londrina. Pelo cronograma inicial, a duplicação era para ter sido concluída em outubro do ano passado.
O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) informou ontem que um acordo firmado com a construtora Sanches Tripoloni prevê que a duplicação seja retomada na próxima segunda-feira, dia 30.
De acordo com a Secretaria de Infraestrutura e Logística, atualmente há obras de duplicação em 336 quilômetros de rodovias em todas as regiões do Estado, com um investimento estimado em R$ 1,9 bilhão.
Com exceção de dois trechos, todos os demais são bancados por concessionárias que exploram as praças de pedágio no Anel de Integração Rodoviária. As únicas obras em andamento com recursos do DER-PR são a duplicação de 15 quilômetros entre Curitiba-Pinhais-Piraquara, com custo de R$ 145 milhões, e a construção de uma trincheira em Francisco Beltrão (Sudoeste), no valor de R$ 3,9 milhões.
A duplicação de 17 quilômetros da PR-445 começou no primeiro semestre de 2013 e estava avaliada em R$ 100 milhões. Os lotes 1 e 2, que somam 11 quilômetros, entre o Conjunto Jamile Dequech, na zona sul, e a Universidade Estadual de Londrina (UEL), estão paralisados desde o segundo semestre do ano passado, em virtude da falta de repasses por parte do governo estadual.
Apenas o lote 3, construído pela Triunfo, foi liberado para o tráfego no final de 2014. Um quarto trecho, de 5,5 quilômetros, em Cambé, também foi duplicado, bancado pela concessionária Econorte, e já liberado para o trânsito.
Conforme o DER-PR, o acordo com a construtora envolveu também a secretaria da Fazenda, com negociação de débitos pendentes e a revisão do cronograma de obras. O Departamento promete detalhar até o fim desta semana o novo período previsto para execução da obra e por onde a duplicação irá recomeçar. De acordo com o DER-PR, faltam executar 40% das obras para que a duplicação seja concluída.
Entre as obras em andamento se destaca a duplicação da BR-376, entre Apucarana e Ponta Grossa, que se concentra em dois pontos. Nos 11 quilômetros entre o trevo do Caetano e a ponte sobre o Rio Tibagi, em Ponta Grossa (Campos Gerais), e no trecho entre Apucarana e Califórnia (Centro-Norte). A duplicação dos 231 quilômetros da rodovia, que será dividida em 26 lotes, está prevista para ser finalizada em 2021, em um investimento de R$ 1 bilhão. Outros 23 quilômetros da 376 estão sendo duplicados entre Mandaguaçu e Nova Esperança (Noroeste).
Segundo ainda a Secretaria de Infraestrutura, há duplicações de 6,7 quilômetros na BR-277, entre Guarapuava e a região de Relógio (Centro-Sul), de 53 quilômetros entre Campo Mourão e Floresta (Noroeste), na PR-317, e outros 11 da BR-369 no trecho entre Jandaia do Sul e Apucarana (Centro-Norte).
As obras seguem sendo realizadas também nas duplicações de 5,3 quilômetros da BR-277, entre Matelândia e Ramilândia (Oeste), e de 6,6 quilômetros na PR-407, entre Praia de Leste e Pontal do Paraná (Litoral), além da construção do viaduto entre Piraí do Sul e Jaguariaíva, no entrocamento da PR-151 com a PR-092.
Em nota, o DER-PR informou que todos os cronogramas físico e financeiros das obras rodoviárias do Estado foram negociadas obedecendo as determinações do decreto 29/2015, publicado em 5 de janeiro, que determina que toda a administração estadual reavalie as licitações em andamento com o objetivo de conter e reduzir as despesas de custeio, e que tem validade até o mês de abril deste ano. O Departamento cita que em algumas obras, como na duplicação entre Pinhais e Piraquara, o diálogo com a empreiteira foi mais "célere" e por isso as obras não foram paralisadas.


