Brasília, 18 (AE) - Os cantores Zezé di Camargo e Luciano pediram hoje o apoio dos presidentes do Senado, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), e da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), no encaminhamento de uma lei que torne indisponível os bens das famílias que tiverem parentes sequestrados. A medida é responsável pela redução dos sequestros na Itália. Zezé explicou que a lei não resolveria o drama que a sua família está enfrentando, com o sequestro de Wellington Camargo, "e até colocaria em risco sua integridade", mas que ajudaria a outras pessoas que vierem a ser vítimas desse crime. Os parlamentares se prontificaram a atender ao pedido. Eles receberam os cantores
em audiências separadas, atendendo a pedido do deputado Ronaldo Caiado (PFL-GO).
O senador Eduardo Suplicy (PT-S) explicou que em 1991, o Senado aprovou uma projeto de lei nesses termos, de autoria do ex-senador e atual ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Maurício Corrêa (PDT-DF). O texto se encontra na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara e tem como relatora a deputada Zulaiê Cobra (PSDB-SP).
Como existem dúvidas em tratar esse assunto por um projeto de lei, o deputado Celso Russomanno (PPB-SP) disse que vai apresentar, na semana que vem, uma proposta de emenda que visa exatamente inibir a atuação dos sequestradores. O emenda obrigará o Ministério Público a pedir à Justiça à decretação imediata da indisponibilidade de bens das famílias que tiverem parentes sequestrados.
Segundo Russomanno, isso "vai desestimular por completo que bandidos, profissionais ou amadores, tentem extorquir a pessoas financeiramente bem situadas". Citou como exemplo o que ocorre agora com a com a dupla de cantores goianos e com o cantor Paulo Alexandre Nogueira, o Salgadinho. Sua mãe, a dona de casa Catarina Nogueira foi sequestrada, mas no domingo conseguiu escapar do cativeiro. Ratinho - Na saída do gabinete de ACM, Zezé di Camargo e Luciano protestaram novamente contra a iniciativa do apresentador Ratinho, do SBT, acusado de atrapalhar as negociações para soltura de Wellington ao anunciar que faria uma coleta para pagar aos sequestradores. Segundo ele, o "sensacionalismo" no acompanhamento do sequestro também está sendo praticado por um profissional da TV Record.

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