Dupla está presa por matar e queimar grávida
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terça-feira, 17 de setembro de 2013
Bruna Quintanilha<br>Equipe Bonde 
Londrina - Os dois homens que, segundo a polícia, assassinaram e atearam fogo em uma grávida de oito meses estão presos temporariamente em Jandaia do Sul (Região Metropolitana de Maringá). O corpo carbonizado da vítima, de 17 anos, foi achado no dia 12, na Estrada do Rio Bom, região de Apucarana (Centro-Norte).
Segundo informações da Polícia Civil, José Adriano Silva Neto, de 23 anos, e Fabiano Lino, de 22, confessaram o crime e estão presos desde segunda-feira. Silva Neto é casado e teria tido um caso com a vítima. Quando descobriu que a adolescente estava grávida ele tentou obrigá-la a abortar. "Ele chegou a ligar para a mãe da vítima pedindo para que ela fizesse o aborto", afirmou o delegado-chefe da 17ª Subdivisão Policial de Apucarana, José Aparecido Jacovós.
Diante da negativa, a dupla teria planejado o crime. "Os dois pegaram a jovem em Jandaia do Sul na quarta-feira (dia 11), onde ela morava com a avó e a levaram para o local do crime", explicou Jacovós. Segundo ele, depois de agredir e estrangular a jovem, os dois atearam fogo no corpo na tentativa de atrapalhar as investigações. A garota esperava um menino.
A avó da vítima chegou a registrar um boletim de ocorrência pelo desaparecimento da menor no dia 12. Quando as notícias de que um corpo de uma jovem grávida havia sido encontrado começaram a circular, a mãe da jovem, que estava em São Paulo, procurou a polícia. Segundo o delegado, ela foi até o Instituto Médico Legal (IML) e reconheceu algumas características da filha, apesar de o corpo estar carbonizado.
Segundo o delegado, Silva Neto se contradisse durante o depoimento e, diante
das acusações, acabou confessando o homicídio e entregando Lino. Os dois tiveram a prisão temporária decretada.
O agente do IML de Apucarana, Áureo Francisco Silva Filho, disse que o corpo da jovem só pode ser liberado depois que um exame de DNA comprovar a identidade da vítima. "A mulher que seria mãe da jovem recolheu o material genético que vai ser encaminhado para Curitiba para que o exame seja feito", explicou. Segundo ele, não é possível determinar em quanto tempo o teste deve ficar pronto. Nenhuma outra família procurou o órgão para tentar identificar o corpo.
A polícia deve fazer também um exame pela arcada dentária da jovem.


