Os advogados de defesa, Maria Elisa Munhol e Ubiratan de Alencar, vão tentar destruir cada prova apresentada até agora contra o motoboy Francisco de Assis Pereira. A defesa pretende realizar exames paralelos para contestar cada laudo a ser apresentado pela polícia. A começar pelo documento de identidade de Selma Ferreira Queiroz, encontrado queimado dentro do vaso sanitário na empresa em que o motoboy trabalhava.
De acordo com os advogados, qualquer um tinha acesso à empresa e poderia ter colocado o documento ali. Quanto ao teste de DNA, eles pretendem alegar que a quantidade de espermatozóides encontrada no corpo de Selma - 45 - é insuficiente para obter a cadeia genética, considerada uma das mais importantes provas para incriminar o suspeito.
Outro exame que os defensores vão solicitar, a especialistas não-oficiais, será o da arcada dentária de Pereira. A polícia já fez um molde com o motoboy, anteontem. Esse material vai ser comparado com as marcas de mordida deixadas nos corpos das vítimas encontradas no Parque do Estado. A sanidade mental do acusado também será avaliada paralelamente.
A defesa quer ainda conseguir a acareação do motoboy com as mulheres que o acusam de atos de violência. Segundo os advogados, as primeiras informações e retratos falados divulgados pela polícia, com base em descrições de vítimas, diferem das características de Pereira. Principalmente, uma falha acentuada na sombrancelha esquerda, que ele não teria.
O motoboy deve passar ainda por um exame com um urologista, para avaliar se ele tem problemas sexuais. Todas essas evidências, segundo a defesa, levariam a crer que Pereira não é o maníaco do parque. ‘‘Acredito que ele é inocente, porque há apenas indícios, mas nada que seja definitivo’’, afirmou Maria Elisa Munhol.
A polícia está esperando o resultado da análise de fragmentos de impressões digitais encontrados numa caixa de bombons e outra de preservativos, localizados no parque. Os peritos do DHPP estão usando material importado para a identificação. O ninhydrin spray está sendo utilizado para as cinco amostras colhidas na caixa de bombons e o ‘‘cyano wand’’ para a única amostra encontrada na de preservativos.Edu Garcia/AE(Não é permitida a reprodução total ou parcial desta foto dentro ou fora do Brasil)DefesaA advogada Maria Elisa Munhol, que defende Francisco de Assis Pereira, fala à imprensa na DHPPAgência Estado

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