Moscou, 12 (AE-AP) - A Câmara Baixa do Parlamento russo (Duma) se prepara para abrir amanhã (13) os debates sobre o impeachment do presidente Boris Yeltsin.
O presidente enfrenta cinco acusações. Da outra vez em que se tentou iniciar o processo, os parlamentares votaram pelo adiamento.
Segundo analistas políticos, eles deverão fazer o mesmo desta vez, em parte porque provavelmente não conseguirão os 300 votos necessários para fazer valer as cinco acusações.
Mas, se apenas uma delas for aprovada, tem início o processo de destituição, durante o qual o presidente não poderá dissolver a Duma, conforme estabelece a Constituição.
Das cinco acusações, apenas uma a de que Yeltsin travou uma guerra ilegal na República da Chechênia, de 1994 a 1996 tem o apoio dos liberais e dos comunistas na Duma (de 450 membros), na qual formam a maioria.
As outras são a desagregação da União Soviética, em 1991, o bombardeio do Parlamento, em 1993, a aniquilação das Forças Armadas russas e o "genocídio" praticado contra o povo russo.
Quaisquer acusações aprovadas pela Câmara Baixa precisam depois passar pelo Tribunal Constitucional, Supremo Tribunal e finalmente receber aprovação do Conselho da Federação (Senado) para que Yeltsin seja afastado do cargo.
A matéria precisa obter o apoio de dois terços do Senado, constituído pelos representantes das regiões e repúblicas russas
tradicionalmente leais ao presidente.

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