Duke Energy desiste do leilão da Cesp Tietê
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domingo, 24 de outubro de 1999
Por Cleide Sánchez Rodríguez 
São Paulo, 25 (AE) - A norte-americana Duke Energy desistiu de participar do leilão de privatização da Companhia de Geração de Energia Elétrica do Tietê, uma das três empresas criadas a partir da divisão da Cesp, segundo informou a Assessoria de Imprensa da empresa. O leilão da Cesp Tietê está marcado para quarta-feira, às 9 horas, na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e até o início da noite de hoje contava com cinco concorrentes. Com exceção da VBC Energia, holding formada pelos grupos nacionais Votorantim, Bradesco e Camargo Corrêa, os outros são estrangeiros.
Na sexta-feira, um dos principais executivos da Duke Energy nos Estados Unidos, Michael Dulaney, disse que a empresa poderia desistir de participar do leilão por causa dos problemas com a Cemig, em Minas Gerais. Os acionistas resistiam por receio de algo semelhante ocorrer com as empresas adquiridas em São Paulo. A Assessoria de Imprensa da Duke disse que a empresa não iria se pronunciar sobre os motivos que a elevaram a desistir do leilão.
A Duke era considerada pelos analistas do mercado como uma das mais fortes concorrentes do leilão. No primeiro semestre deste ano ela arrematou, com ágio surpreendente, a Cesp Paranapanema, a primeira empresa dividida da Cesp a ser privatizada. A sinergia com a Cesp Tietê é grande, o que aumentaria o poder de fogo com a empresa.
Outra forte concorrente ao leilão é a VBC Energia. Os outros possíveis concorrentes são a belga Tractebel (dona da Gerasul), a Reliant (ex-Houston e uma das sócias da Light, do Rio de Janeiro), a American Electric Power (AEP, empresa que recentemente se uniu à CSW, sócia do nacional Rede).
Garantias - Os interessados devem entregar amanhã as garantias que habilitam as empresas a concorrer ao leilão, quando então se saberá quem efetivamente vai participar do leilão de venda. A venda da empresa está confirmada para quarta, na bolsa paulista. O preço mínimo da empresa é de R$ 721 milhões. A decisão do governo paulista, por meio do Programa Estadual de Desestatização (Ped) é de manter o leilão normalmente. O único motivo que levaria a um adiamento seria a ausência de participantes.


