Duhalde vai seguir exemplos do Brasil se vencer eleições
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segunda-feira, 28 de junho de 1999
Por Ricardo Sarmiento 
Buenos Aires, 29 (AE) - O candidato presidencial do Partido Justicialista, Eduardo Duhalde, afirmou que adotará os exemplos do Brasil e do Chile para gerar uma nova cultura de produção caso ganhe as eleições presidenciais argentinas em outubro. "Os países que crescem põem todo o Estado a serviço da produção empresarial, e a Argentina, que tem hoje entre 800 mil e um milhão de pequenas empresas, deveria ter pelo menos 2 milhões, como eu disse à União Industrial", disse o candidato.
Com esta definição, Duhalde perfila uma política de crescimento com base no pleno emprego com incentivos ao crescimento e à multiplicação de pequenas empresas que sejam fundamentalmente do tipo "mão-de-obra intensiva". Neste modelo de Estado, promotor da economia e do emprego, o candidato prometeu que reformará a administração nacional, na qual terá "muitos gabinetes nos quais a Economia terá incluída a chancelaria".
Ao anunciar que seu eventual governo terá "políticas ativas", assinalou que "não se deve continuar endeusando o mercado, não se deve ter medo da palavra subsídio, dos reembolsos e das compensações, mas é preciso fazê-los bem". Ele explicou que "é preciso reativar a política de promoção industrial". "Os países desenvolvidos não temem os subsídios nem as compensações", reiterou, citando como exemplo o Brasil. "Se o Brasil subsidia a instalação de fábricas, os argentinos se queixam, mas, enquanto isto, as fábricas se instalam, produzem e nós só nos queixamos", disse.
Partindo deste exemplo do Brasil, Duhalde citou como exemplo de política nacional ativa em matéria de produção a província de San Luis, que, sob o sistema de promoção industrial, tem pleno emprego, sem déficit habitacional e ocupa mão-de-obra de outras províncias. Ele prevê que o país começará o ano que vem "com uma nova estrutura de Estado que vinculará a produção com o institucional e relacionar as universidades com o setor produtivo para ganhar mercados e colocar produção no exterior, como faz o Chile".
Ele também advertiu que o Brasil "tarifa perigosamente muitos produtos de nossos países sobre os quais não temos tarifas e não podemos ficar inativos". Ele reiterou que incentivará o "compre argentino" e que "cada dona de casa poderá ajudar se no supermercado escolher um produto que dê trabalho a outros argentinos e cuja compra beneficie a mão-de-obra argentina". Para chegar ao pleno emprego, disse que a "estratégia central será criar uma cultura empresarial que seja a cultura do trabalho, como ocorre no Chile".


