Duhalde propõe medidas econômicas emergenciais
Buenos Aires, 26 (AE-AP) - O candidato a presidente da Argentina, Eduardo Duhalde (Partido Justicialista), propôs hoje (26) em Buenos Aires oito medidas econômicas e um acordo entre os setores produtivos. A imprensa interpretou sua postura como uma guinada de 180 graus na orientação de campanha. Os jornalistas argentinos também acham que essa primeira mudança é resultado da assessoria que Duhalde está recebendo da empresa do publicitário brasileiro Duda Mendonça.
As propostas do candidato oficialista são: a) compromisso dos empresários em não demitir por um ano; b) queda de seis pontos no IVA; c) isenção por um ano de impostos às pequenas e médias empresas que criem trabalho; d) refinanciamento das dívidas bancárias com taxas reduzidas; e) impostos adequados para micro, pequenas e médias empresas e requalificação para obtenção de novos créditos; f) apoio a iniciativas que propiciem compra de produtos argentinos; g) fim do imposto de renda sobre juros; h) fim da burocracia que impede que os empresários produzam mais e melhor.
Para o candidato oficialista, se essas medidas não forem adotadas, o futuro presidente que assume no dia 10 de dezembro poderia ser obrigado a desvalorizar o peso. As eleições acontecem dia 24 de outubro.
O candidato da oposição, Fernando de la Rúa, da Aliança (UCR-Frepaso) disse que as propostas de Duhalde "são um ato de campanha com base nas idéias de um assessor brasileiro". Para o vice de De la Rúa, Carlos Alvarez, trata-se somente de "um ato de desespero de um candidato desvalorizado pelo seu próprio partido".
Referia-se a rumores que dão conta de que setores ligados ao presidente Carlos Menem gostariam de substituir a candidatura Duhalde e lançar Carlos Reutemann, governador eleito da província de Santa Fé.





