Duas toneladas de abacate são furtadas de sítio em Arapongas
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quarta-feira, 27 de março de 2019
Larissa Ayumi Sato - Grupo Folha 

Cerca de duas toneladas de abacate foram furtadas de uma propriedade rural na Colônia Esperança, em Arapongas (região metropolitana de Londrina), no último fim de semana. O furto foi descoberto na manhã de segunda-feira (26), quando o proprietário notou que a cerca havia sido cortada e constatou a falta dos frutos. O prejuízo é estimado em cerca de R$ 3 mil.
Segundo o produtor Inácio Makiyama, o sítio é cercado, e fica fechado. O pai dele, Miguel, saiu para andar pelo pomar ontem de manhã e viu o dano na cerca. “O furto foi no meio da roça. Na parte mais baixa dos pés de abacate da variedade conhecida como quintal ou manteiga está tudo colhido”, afirma. O produtor estima que foram levados cerca de 100 caixas com 20kg cada uma. “Pelas marcas, parecem ter sido dois carros, um deles com uma carretinha”.

A Colônia Esperança, que fica entre Arapongas e Apucarana, tem mais de 10 produtores de abacate, e o problema com furtos da fruta não é novidade. Em 2017, houve uma onda de crimes, que obrigou os proprietários a se organizarem e pagarem uma empresa de segurança particular para fazer rondas noturnas. “Na época, diminuíram bem (os furtos), mas os ladrões começaram a agir em julho. Este ano, já começaram agora”, diz o produtor. Uma reunião de produtores deve acontecer na sexta-feira (29) para decidir se eles voltam a contratar os serviços de segurança. A princípio, apenas o sítio Makiyama foi alvo de furto, e a ocorrência foi registrada na PM (Polícia Militar).

“Nós temos bastantes variedades de abacates que colhemos em maio, junho... Levaram só a quintal, que vamos começar a colher agora. Tem pé de abacate margarida ao lado que não foi mexida”, explica. Aproximadamente uma semana atrás, Miguel flagrou uma motocicleta com um suspeito rondando a propriedade. “Suspeitamos (que os criminosos) são pessoas que já sabem, que conhecem a roça”, comenta Inácio.
"Eu apliquei veneno na sexta-feira (22), antes de ocorrer o furto, que foi provavelmente no sábado (23). Quando a gente vai vender, a gente respeita o período de carência. O medo é: e se tiver alguém que comprou esse abacate?”, explica o produtor. A suspeita é que haja um receptador de grande quantidade da fruta na região.


