Goiânia, 14 (AE) - Quatro funcionários da Casa de Prisão Provisória (CPP) de Goiânia são reféns em uma rebelião deflagrada hoje à tarde por um grupo de nove presos. Um detento foi ferido no rosto e jogado pelos amotinados do outro lado do muro do presídio. Apesar da queda, o preso - não identificado - sofreu apenas escoriações no rosto. O grupo continua reunido com os representantes do Judiciário e do governo discutindo as exigências dos amotinados.
A rebelião começou na ala 1 da CPP, pouco antes das 14 horas, quando nove presos, armados de facas e chuchos (espécie de punhal fabricado na cadeia) anunciaram o motim, rendendo duas professoras e dois carcereiros que trabalham no local. Para iniciar as negociações, os rebelados exigiam a presença do juiz da Vara de Execuções Penais, Sebastião Luís Fleury. Dezenas de policiais militares e civis foram mobilizados. A porta da cadeia ficou lotada por familiares desesperados à procura de notícias. Exigências - Entre as exigências estava a transferência de celas superlotadas, revisão de processos e novas regras para visitas de familiares vindos do interior. O juiz chegou ao presídio, cerca de duas horas depois, acompanhado do secretário Estadual de Segurança Pública, Demóstenes Xavier Torres e do promotor da Vara de Execuções Penais, Haroldo Caetano. Eles se reuniram com a direção do presídio e pediram aos presos que formassem uma comissão para iniciar as negociações.

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