São Paulo, 11 (AE) - Um grupo de cinco homens matou duas mulheres, uma delas no terceiro mês de gravidez, e baleou dois homens e um menino de 2 anos. Os assassinos, que seriam traficantes de drogas, usaram submetralhadora, carabina, pistola semi-automática e revólver. O crime ocorreu às 22h30 de ontem na Rua José Pedreschi, no Parque Tietê, zona norte de São Paulo. Segundo vizinhos, mais de 30 tiros foram disparados. "Só ouvi os tiros e, depois, vi um dos homens baleado com a criança no colo pedindo socorro no meio da rua", disse o auxiliar Messias dos Santos, de 40 anos.
A casa em que houve o crime era uma espécie de cortiço onde eram vendidas e consumidas drogas, principalmente, o crack. Segundo as investigações feitas pela equipe A-Leste do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), os criminosos estavam atrás de Renata Gomes de Oliveira, de 20 anos
que estava grávida. Quando os bandidos entraram na casa, ela estava com o filho no colo. Os criminosos teriam pedido que ela entregasse a criança, mas a mãe não o fez. Mesmo assim, os bandidos atiraram.
O garoto foi baleado no crânio e teve perda de massa encefálica. Além disso, foi alvejado na nunca, no abdome e na orelha esquerda. Segundo os médicos do Hospital do Mandaqui, ele tem poucas chances de sobrevivência. O menino permanecia na Unidade de Terapia Intensiva até a tarde de hoje. Disparos - Após os disparos, os criminosos fugiram. Vizinhos chamaram a polícia, que encontrou Renata caída na cama de casal com uma bala na cabeça, outra na perna direita, uma no abdome e a última na mão direita. Ao seu lado estava o corpo de sua amiga
Dirce da Conceição, assassinada com tiros no pescoço, no ombro, braços e mãos.
O namorado de Renata, F.S., de 18 anos, foi alvejado nas nádegas, no pescoço e no braço. A última vítima, W.V.R., marido de Dirce, levou só um tiro na mão. Os dois homens foram levados para o Pronto-Socorro Vila Nova Cachoeirinha, onde foram operados. Ambos não corriam risco de vida. Os peritos do DHPP encontraram na local do crime seis cápsulas de balas de calibre 380 - semelhante ao calibre 9 milímetros.
O inquérito do caso ficará com uma das equipes de investigação de crimes contra crianças e adolescentes do DHPP. A polícia já tem os apelidos de dois suspeitos do crime. (Marcelo Godoy)

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