Santiago, 13 (AE-IPS) - Dos sete candidatos a presidente do Chile, nas eleições de 12 de dezembro próximo, duas são mulheres. A comunista Gladys Marín e a ecologista Sara Larraín. É a primeira vez na história do país que uma mulher disputa as eleições para presidente. No entanto, nenhuma das duas parece ter chance pois a disputa está acirrada entre dois candidatos: Ricardo Lagos, da coligação oficial de centro-esquerda, e Joaquín Lavín, da aliança de oposição da direita. Os outros candidatos são: Arturo Frei Bolívar, dissidente da Democracia Cristã, Salvador Pino, pastor evangélico e Tomás Hirsch, do Partido Humanista.
A ecologista Larraín é apoiada pelo Partido Alternativa de Mudança. Marín, por sua vez, pensa em duplicar a votação de quase 5% obtida na eleição anterior pelo padre Eugenio Pizarro, que foi apoiado pelo Partido Comunista. Larraín pensa em garantir os 6% obtidos pelo ecologista Manfred Max-Neef, em 93.
Segundo a última pesquisa, realizada esta semana pelo Centro de Estudos da Realidade Contemporânea (CERC), Lagos tem a intenção de voto de 44% do eleitorado e Lavín de 30%, sendo grande a distância dos demais candidatos.

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