Rio, 19 (AE) - Luciene Barbosa Clemente, de 19 anos, e M.F.S., de 16 anos, foram presas hoje de manhã por porte ilegal de armas, dentro de casa, na favela do Jacarezinho, no Méier, zona norte do Rio. Com elas, foram apreendidos 1.115 carregadores para fuzil, 920 carregadores para pistola, um fuzil de uso exclusivo das Forças Armadas e duas pistolas. Quando os policiais chegaram na casa de M.F.S., ela dormia com uma pistola calibre 45 ao lado de sua cama.
Segundo a polícia, as mulheres trabalhavam como "aviões" (mensageiras) para traficantes do morro, mas, em vez de drogas, distribuíam armas e munição. Uma denúncia anônima levou a Polinter à casa da menor, que acusou Luciene de também participar do esquema de distribuição de armas e munição ao tráfico. As duas confessaram ganhar até R$ 100 por semana para "abastecer" os traficantes locais. Elas contaram à polícia que foram "contratadas" pelos chefes do tráfico porque, por serem mulheres, não levantavam suspeitas de policiais.
Disseram que andavam pela favela durante todo o dia com mochilas nas costas, nas quais guardavam armas e munição, que eram entregues à medida que os traficantes precisavam. M.F.S. foi levada para a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente e Luciene vai ficar presa na Polinter. A polícia está agora à procura do traficante Ney da Silva Nunes, chefe do tráfico no Jacarezinho.

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