Duas mortes por gripe A são investigadas
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quarta-feira, 31 de março de 2010
Luciano Augusto<br>Reportagem Local 
Londrina - Pelo menos dois óbitos suspeitos de ter relação com o vírus H1N1 estão sendo investigados, segundo a 17 Regional de Saúde, em Londrina e região. A morte mais recente foi registrada no final da tarde de anteontem e vitimou uma estudante de 24 anos que estava internada na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Evangélico (HE), instituição que também investiga a morte de um homem na semana passada.
Conforme a assessoria do HE, a jovem estava internada desde o dia 24. Ela vinha recebendo o medicamento Tamiflu, indicado para o tratamento da gripe A, mas não resistiu e morreu em decorrência de complicações provocadas por uma pneumonia. A estudante residia em Londrina, mas era natural de Sertaneja (Norte), onde o corpo foi sepultado no final da tarde de ontem no Cemitério Municipal.
A assessoria do Evangélico informou que além deste caso, um outro óbito registrado na semana passada está sob investigação: a vítima foi um homem de 25 anos, residente em Ourinhos (SP). No hospital, havia ontem um outro paciente isolado na UTI - um jovem de 19 anos, de Rolândia - por suspeita de ter contraído o vírus da Gripe A.
A responsável pela Divisão de Atenção à Saúde da 17 Regional de Saúde, Sandra Bonini de Abreu, precisou que estes dois óbitos são os únicos suspeitos de terem sido provocados pelo vírus H1N1 em 21 municípios da região de Londrina. Materiais coletados das duas vítimas foram encaminhados para análise no Laboratório Central do Estado (Lacen) e os resultados devem sair até o final de semana.
Neste ano no Paraná, a Gripe A contaminou 524 pessoas e provocou pelo menos sete mortes segundo o último boletim epidemiológico, de 29 de março. Com 122 exames positivos, a regional de Londrina é a recordista em número de casos. A vacinação de gestantes, crianças de seis meses a menores de dois anos e doentes crônicos terminam amanhã. Algumas prefeituras prorrogaram o prazo até sábado.
''É preciso lembrar que a pandemia persiste, em uma nova fase, e o vírus continua circulando. Por isso temos que manter todos os cuidados preventivos'', destacou Sandra.


