Duas EJAs da região podem sofrer mudanças
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terça-feira, 27 de outubro de 2015
Celso Felizardo <br>Reportagem Local 
Na área de abrangência do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Londrina, as mudanças mais substanciais devem afetar dois estabelecimentos de educação de adultos: a Educação de Jovens e Adultos (EJA) do Colégio Estadual José de Anchieta, na região central de Londrina; e o Centro Estadual de Educação Básica para Jovens e Adultos (Ceebja) Maria do Carmo Bocati, em Cambé.
A situação do Ceebja de Cambé é a mais crítica. Como o centro funciona em um prédio alugado, o governo estadual pretende transferir os cerca de 600 alunos para o Colégio Estadual Olavo Bilac, distante apenas a 350 metros. Segundo a chefe do NRE de Londrina, Lúcia Cortez, o colégio do Estado tem capacidade de receber os alunos, mas o problema é que a transferência resultaria na extinção do Ceebja Maria do Carmo Bocati e a atual equipe pedagógica ficaria impedida de atuar na outra unidade de ensino.
Lúcia esteve em Cambé na semana passada para consultar a comunidade sobre a mudança. Ela considerou uma incoerência manter os alunos em um prédio alugado a R$ 4.630 ao mês, sendo que há um prédio próprio à disposição, mas condenou a mudança imediata. "Os resultados obtidos no Ceebja são muito bons, não podemos correr o risco de perder tudo o que já foi plantado ali de uma hora para outra", ponderou. "
De acordo com a chefe do NRE, uma equipe da Secretaria de Estado de Educação (Seed) analisa o caso e deve decidir até a próxima sexta-feira o destino dos alunos.
Já no caso da EJA de Londrina, que atualmente tem 124 alunos inscritos, Lúcia informou que um estudo de viabilidade está sendo feito. Segundo ela, a unidade pode ser transferida para o Colégio Estadual Vicente Rijo, também na região central. "Existe um nível alto de evasão atualmente. A equipe da EJA está preparando um relatório que nos será entregue até sexta-feira", adiantou. "O que a sociedade precisa saber é que não existe previsão de fechamento de vagas na região".


