São Paulo, 04 (AE) - O acordo firmado em setembro entre a Macroplast, de São Bernardo do Campo (SP), e a DSM Elastomers South America, com unidade em Triunfo (RS), está se consolidando este mês com a entrada no mercado brasileiro de um nova oferta de compostos de polipropileno (PP). A DSM pode fornecer de 7 mil t a 10 mil t/ano desse plástico especial para peças e componentes da indústria automobilística, e prevê faturamento de US$ 12 milhões em 2001, quando as vendas de toda a matéria-prima estiverem consolidadas. A maior parte da oferta atenderá o mercado interno, e as exportações previstas limitam-se a mil toneladas para a Argentina.
Os compostos de PP para o setor automobilístico no Brasil são produzidos pela Dow Química, a OPP Petroquímica e a Polibrasil. A DSM vai disputar o mercado com PP importado da matriz na Holanda e modificado por formulações próprias, porém feitas na Macorplast. O gerente comercial da DSM Elastomers South America, Edson Joaquim, afirma que a opção pelo PP importado, embora seja commodity, é seu diferencial em relação ao produzido no Brasil. O preço da tonelada do composto, segundo ele, ficará na média do mercado interno: de R$ 2.300,00 a R$ 3.000,00.
Com capacidade instalada para a produção de 40 mil t/ano de compostos, desde a assinatura do acordo a Macroplast apenas fabrica as 10 mil t/ano de compostos, com tecnologia da DSM, deixando a distribuição a cargo da filial holandesa. "A vantagem do novo sistema é que a área comercial é de responsabilidade da DSM", afirmou hoje o superintendente da Macroplast, Christian Braun.
A Petry, de Jundiaí (SP), uma moldadora de peças e componentes para a indústria automobilística, testa os novos compostos na produção de revestimento interno das portas laterais, desde dezembro, e ainda não chegou a conclusões sobre o material da DSM. Segundo o chefe de divisão da qualidade da Petry, Demétrio Nifoci, a partir do conhecimento do desempenho da matéria-prima a indústria de peças pode mostrar o resultado às montadoras que depois homologam como o ideal para a produção de determinada peça. Ou seja, o processo de conquista do mercado é longo.
Porém, Edson Joaquim afirma que o caminho está de certa forma traçado para a DSM porque na Europa a empresa já possui homologação dos compostos com montadoras como Reanult, Peugeot, Audi e Volkswagen. "Hoje, as montadoras produzem carros mundiais inclusive no Brasil, o que facilita o fornecimento global onde temos filiais", observa o gerente comercial. Ele não soube informar a fatia de mercado que a DSM poderá conquistar no País.

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