DRT liberta 28 trabalhadores no Paraná
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terça-feira, 10 de julho de 2007
Reportagem Local 
Vinte e oito trabalhadores foram encontrados pela fiscalização móvel rural da Delegacia Regional do Trabalho do Paraná (DRT/PR) em situação análoga à escrava em uma fazenda em Campina Grande do Sul (Região Metropolitana de Curitiba). A ação fiscal iniciou no dia 4 e terminou ontem. Os trabalhadores, que estavam fazendo a poda e a limpeza do pinus, foram encontrados em alojamentos que estavam em péssimas condições de higiene e conservação.
Segundo o coordenador nacional de um dos Grupos Móvel de Fiscalização do Trabalho Escravo, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), e auditor fiscal do Trabalho (AFT), Benedito Lima, eles eram contratados por dois empreiteiros, sendo que um deles mantinha os trabalhadores em situação de servidão por dívida e o outro por retenção dolosa de documentos. ''Encontramos um caderninho com anotações de despesas de alimentos, instrumentos de trabalho e promissórias assinadas em branco pelos trabalhadores, além das carteiras de trabalho apreendidas'', disse
A ação fiscal foi acompanhada por mais cinco AFTs, Ministério Público do Trabalho (MPT) e Polícia Militar. Para um dos trabalhadores da propriedade, João Cordeiro de Araújo, de 59 anos, oriundo de Palmital, se ação fiscal não tivesse acontecido eles continuariam trabalhando nessas condições. ''Agora eles vão arrumar o alojamento e devem nos contratar novamente'', afirma.
A situação dos trabalhadores foi regularizada na DRT/PR. A empresa pagou R$ 111.326,99 em multas rescisórias. O valor mais alto pago foi de R$ 22.883,33 a um dos trabalhadores que atuou por 20 anos sem contrato formal com o empreiteiro. Treze autos de infração deverão ser lavrados e as multas estão sendo calculadas. A fazenda é propriedade da Agropastoril Novo Horizonte S/A. O MPT notificou a empresa para a assinatura do Termo de Ajusta de Conduta.
No mês passado, a fiscalização móvel localizou 84 trabalhadores em condições degradantes em duas propriedades situadas na região de Guarapuava. Do total, 60 eram contratados por pequenos empreiteiros e o restante estava sem registro em carteira de trabalho, sendo dois menores de idade. Os trabalhadores estavam atuando no corte de pinus. Cinco auditores fiscais do Trabalho participaram da ação.


